O que Ian Garry, lutador do UFC e um codebase legado têm em comum? Mais do que você imagina.

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O que Ian Garry, lutador do UFC e um codebase legado têm em comum? Mais do que você imagina.Davi Jonck

Acompanho o UFC e a trajetória do Ian Garry sempre me pega num ponto específico. O cara se...

Acompanho o UFC e a trajetória do Ian Garry sempre me pega num ponto específico. O cara se autodenomina "The Future", mas o que realmente define ele não é a falação, é a alergia ao desconforto. Ele muda de academia, treina onde é o "faixa branca" da sala, se expõe ao caos de propósito.

Pra ele, conforto é o pré-requisito da derrota.

No desenvolvimento de software, vejo esse padrão se repetir constantemente no mercado. Muitos times evitam a refatoração ou a modernização da stack sob o pretexto de "não mexer em time que está ganhando". Chamam de "estabilidade", mas o nome técnico disso é estagnação.

E não sou eu quem está dizendo que isso sai caro.

A Stripe rodou um estudo global (The Developer Coefficient) e descobriu que devs gastam, em média, 42% do tempo de trabalho lidando com "Bad Code" e dívida técnica.

Pensa nisso. Quase metade da sua semana — e do dinheiro da empresa — vai pro lixo só pra manter as luzes acesas, corrigindo o passado em vez de construir o futuro.

E se você acha que "inovar dá muito trabalho", a McKinsey tem um contra-argumento financeiro. No relatório Developer Velocity, eles analisaram 440 empresas e viram que quem tem a coragem de adotar ferramentas modernas e sair da zona de conforto cresce a receita 4x a 5x mais rápido do que os concorrentes conservadores.

O Ian Garry entende que se ele não evoluir o jogo de chão ou o wrestling, ele vai ser atropelado. Na nossa área, se a gente não paga a dívida técnica e fica com medo de mexer no legado, a gente vira o dinossauro da sala.

A escolha é binária: ou você abraça o desconforto de aprender e refatorar agora, ou aceita que vai passar 42% do seu futuro corrigindo bugs de hoje.

Eu prefiro o desconforto. E você?